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riscos_e_rabiscos

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Não gosto mesmo nada...

quando me dizem "eu depois ligo-te" e isso depois fica no esquecimento ad eternum. Se não têm a certeza de que o poderão fazer ou não sabem se querem ou apetece ligar, fiquem caladinhos. Ninguém pediu ou perguntou nada! 

 

A consciência dessas pessoas como deve estar pesada, deve levá-las a dizer isto. Mas não compreendem que assim ainda se enterram mais e, concerteza, a consciência ficará mais pesada?

 

Também não gosto nada quando envio (respondo) um mail em que pergunto acerca da pessoa porque sei que por algum motivo não está bem e falo de trabalho e a pessoa ignora! e eu a saber que essa pessoa viu mesmo o meu mail.

 

Mais uma vez é a consciência pesada a funcionar porque sabe que agiu mal comigo uma ou duas vezes. Que devia ter feito o que não fez e eu, só por puro acaso, no meu mail toquei nessa "ferida".

 

Não estou tramada com esta gente? Serei eu muito exigente ou são as pessoas que andam todas a funcionar mal da cabeça?

Estou de chuva!!! :S

Opá, há coisas que me fazem fernicoques...! Chamem-me comichosa, chata, coisinha, ranzinza, chamem-me o que quiserem mas eu sou assim.

 

Então não é que a festa da escola, este ano, vai ser fora num auditório de uma escola qualquer? Pior, a escola fica onde Judas Perdeu as Botas e nós nem sabemos muito bem onde aquilo é. Pior ainda, temos, ou melhor, teríamos transporte da escola caso o motorista não fizesse um manguito à festa e fosse ficar em casa. É bem certo que não é obrigado a ir mas podia prestar algum "apoio solidário" aos colegas. Resultado, temos que ir de transportes públicos, a um sábado e de madrugada.

 

Agora questiono eu, alguém se lembrou de indagar se nós tínhamos dinheiro para os bilhetes dos transportes? Alguém se lembrou de dizer que nos pagava os bilhetes? É ir e pronto? Mas nós também não somos obrigados, vamos por amor à camisola e aos miúdos. Já pensaram que se não fosse a nossa boa vontade, ficava tudo "agarrado" e não havia festa para ninguém? E alguém nos dá mais valor por isso? E alguém nos agradece? E quem se lembra de que a escola avança graças a nós?

 

É isto que me aborrece, sabem. É tudo "venha a nós o vosso reino", só conseguem ver o próprio umbigo. Quando nós precisamos de alguma coisa... está bem, está! 

Tou meia chocha... :/

Apesar de ser sexta-feira e de ser véspera de entrada em "férias" (sim, porque férias é só de nome) estou meia chocha... :/

 

Desde ontem que estou chateada! Ao ver os testes constatei que me faltava um de um aluno. Eu tive tanto cuidado na recolha - pois já tinha acontecido uma história com outro aluno que tinha desaparecido com o teste -, fui mesa a mesa, só não os contei. Pois foi aqui a morte do artista! Já de sobreaviso, optei por recolher os testes nas mesas para que nada falhasse e mesmo assim, faltou-me um teste. Eu acho que estou a ser posta à prova e estou a falhar... :(

 

Desde ontem que estou num estado de nervos. Enquanto não resolver este problema não vou acalmar. Será que ficou junto com outros testes de outras turmas que já deixei na escola? Será que ficou junto com outras fichas desta turma, dentro de uma pasta e que eu lá coloquei no dia do teste? Estas situações arrasam-me. Há tantos anos que dou aulas e nunca na vida me aconteceram coisas destas como este ano com esta turma. A sério. Dei aulas em sítios em que os miúdos vêm de meios desfavorecidos e que organização e sentido de responsabilidade é zero, e nunca aconteceu isto! Quase que me sinto doente... :/

 

Depois não dormi nada de jeito. Talvez por causa desta situação. Foi rebolanço de um lado para o outro e um sonho bem parvo! Sonhei que tinha cortado o cabelo com aquele corte à Victoria Beckam - que por acaso já usei e que me ficava muito bem - e que tinha pintado o cabelo de loiro quase branco! E em vez de ter ficado com o meu cabelo lisinho, fiquei com cabelo tipo palha... :/

 

O que vale é que é sexta-feira, o meu principe encantado e o seu fiel escudeiro virão a caminho de casa e o assunto do teste irá ser resolvido assim que chegar à escola. :/

Cenas De Vida.

 

Estes dias tenho andado meia chocha. Sinto-me cansada, principalmente quando venho da pinguinolândia. Mas eu até tenho uma explicação meio sobrenatural para isto.

 

Passei um fim-de-semana triste devido à morte da cadelinha caniche dos pais do N., e que o deixou completamente destroçado também. Fartámo-nos de chorar os dois.

A única alegria do meu fim-de-semana foi ter ido ver a minha B. cantar num Encontro de Coros Infantis que decorreu na Amadora. E que bem que a minha pequenina se portou. Até parecia uma menina já grandinha!

 

Depois comecei a semana com a minha mãe a mandar bitaites acerca do meu insuflamento por causa da tiróide. Ela acha que eu sou assim porque quero. Que a força de vontade é uma espécie de magia que aparece com um simples estalar de dedos.

Sim, é verdade que algumas calças me deixaram de servir. E cada vez que vou experimentar a minha roupa e não me serve, imaginem como eu fico. É uma mágoa bem grande e profunda. Não preciso de uma mãe a azucrinar-me mais a cabeça, para me mandar ainda mais para o fundo do poço.

 

No entanto, já me livrei de uma pedra no sapato mas ainda lá ficou uma daquelas pequeninas chatinhas, que mesmo abanando o sapato elas não querem sair do sítio. E de que é que eu estou a falar? Dos tais livros que nunca mais chegavam apesar dos meus emails, SMS, telefonemas e promessas aos santinhos todos. E como esta história tem sido mais que rocambolesca, não podia acabar assim, com a chegada triunfal dos livros e com tudo certinho. Ah pois é! Pra estragar tudo falta o software para os quadros interactivos. E quem se lixa no meio disto tudo? Sempre a mesma: EU!!!

 

 

P.S.: Não pensem que me esqueci de vocês, não. A verdade é que tenho andado meio chocha e com resmas de coisas para fazer, por conseguinte, o blog tem estado em banho maria. O meu e os vossos. I'll be back!{#emotions_dlg.blink}

Um Dia…

 

 

Tal como no ano passado, às quintas-feiras almoço na pinguinolândia. Quer dizer, almoço, não, levo almoço! Sim porque segundo a pinguim-mor não tenho direito a almoçar lá, por isso, tenho de levar o meu próprio almoço. É quase como negar uma esmola a um pobre… They’ll burn in hell for sure!

Lá comi o meu almocito descansadamente e, de seguida, fui beber um café para ver se arribava um cadinho. É que hoje estou com a síndrome da pré-sexta-feira, ou seja, sinto-me cansada e a desejar que a última hora de trabalho chegue logo.

Fui ao café da frente. Além de ser aquele que fica mais perto, tem ainda o café a 50 cêntimos. A marca de café que eles usam é Nicola, pelo que os pacotinhos de açúcar (prefiro colocar meia dúzia de grãos em vez de adoçante) têm sempre as famosas “Frases Nicola”. E eu agora tenho de confessar duas coisas: primeiro, adoro frases e sempre que posso colecciono-as; segundo sou fã das frases Nicola e não só mas também vou ao tal café para ter o prazer de receber uma frase.

Hoje saiu-me esta:

Não sabia eu o quão premonitória e acertada ela era. Quando a li, pensei “este dia não há-de estar longe”. E, de facto, não estava mesmo.

Regressei à pinguinolândia e comecei as minhas aulas. Ao meu último tempo, tive a pior turma. Estavam uma lástima, do tipo ”não-quero-saber-quero-é-estar-na-conversa-com-o-colega-do-lado”. Mas este é o seu comportamento normal. O porquê? Dava para escrever uma teoria tão alargada e bem fundamentada que iria ter tantos volumes como uma enciclopédia.

À minha frente tinha uma criancinha que não fez outra coisa senão desrespeitar as minhas ordens, ignorar o que eu estava a dizer e as minhas advertências, fazer o que a criancinha lhe estava a apetecer no momento, até que teve a ousadia de me responder! Pronto! Foi aí que parti a loiça toda.

Passei-lhe um raspanete e disse-lhe que não admitia que me respondesse, por isso lhe passava aquele castigo (que teve de fazer) que ia fazer para ao pé da pinguim-mor. Ainda desatou a chorar lágrimas de crocodilo, às quais fui completamente insensível. Soube-lhe bem brincar e gozar na aula? A mim também me soube bem o castigo que lhe passei e a descasca que levou da pinguim-mor. Concerteza ficou mais feliz assim.

Chatices!

Hoje era um daqueles dias que eu não me devia ter levantado da cama. Nem sequer mexer um dedinho ou pestanejar. A sério!

 

Tive de me levantar mais cedo porque hoje começou o inglês pré-escolar na pinguinolândia. Até aqui tudo muito bem. ao mesmo tempo que sorvia um café, acendi aui o meu amigo pimpo (entenda-se computador) para imprimir umas coisas. Ao contrário do que faço sempre, resolvi ir ver o meu mail do Moodle. Mas quem me mandou a mim seguir o meu instinto?!

 

Cheguei lá tinha um mail a dizer que uma mãe tinha feito queixinhas que não tinha visto alguns recados na cadernete e não tinha sabido das datas dos testes do menino. Isto relativamente ao ANO PASSADO!!!!!!

Vocês acreditam nisto? Le veio o ano passado a fazer queixas e a mandar recados na caderneta que o menino se "esquecia em casa" propositadamente. disse à profe titular e ao director. Que mais podia fazer? Já agora ir lá a casa buscar a caderneta? E assinar pela mãe? Não?

 

Passo-me com estes encarregados de educação que se estão a c@gar para o que se passa na escola com os filhos e só quando se diz que o menino se não trabalhar mais chumba o ano, é que acorda para a vida. Fónix! Ainda por cima esta é mesmo parvalhona.

De hoje em diante, vou colocar tudo e mais alguma coisa no Moodle. E sempre que mandar um recadinho na caderneta, vai um também via Moodle. Fokas! Tou mesmo irritada!

 

A caminho da pinguinolândia, apanhei todo o trânsito e mais algum que existia em Lisboa e todos os semáforos ficaram vermelhos aquando da minha passagem. Conclusão: fui em passo de procissão, o que me lixou bastante bem lixada pois perdi o autocarro! Fokas! O que aconteceu é que tive de engolir literalmente o eu almoço para poder ir dar aulas. sim, porque segundo a pinguim-mor, não tenho direito a almoçar lá...

 

Ao entrar na pinguinolândia, encontro a pinguim-mor a quem peço uma lista das crianças do pré-escolar. É que eu conheço dois ou três só. Sabem que resposta me deu? "Tens aí no placard..." Fokas! Fokas! E mais fokas! Então não é da competência dela dar-me a lista dos alunos?!?! Custava-lhe muito imprimir ou tirar uma cópia? Fokas!

 

Pra terminar, tenho os meus dedinhos dos pés a guinchar. Detesto este tempo que não é carne nem peixe. Como estava a chover levei sapatos fechados, o que foi uma grande asneira. Os meus pés não estão preparados nem fisica nem psicologicamente preparados para andar presos em traineiras. E se fosse dentro de botas, como já vi algumas pessoas? Já não tinha pés...

 

Tenho a minha mãe a buzinar-me os ouvidos a perguntar o que quero para o jantar. Para não ser esquisita, eu digo que como qualquer coisa. Depois diz-me que só tem isto e aquilo e o outro. Então faz aquilo. Mas se fizer aquilo, o não-sei-quantos não gosta, blá, blá, blá... Conversa tipo pescadinha de rabo na boca, tão a ver? E aproveita para me picar ainda mais os miolos... Fokas!

 

Agradeço que não me venham chatear mais com  m€rdinhas sem importância, senão não me responsabilizo pelos meus actos!

Fokas! Fokas! E mais fokas!

 

 

Ó Dia Do Catano!

 

Tive uma noite terrível: mais uma vez aquela insónia inexplicável que não me quer abandonar porque diz que gosta muito de mim e que é muito minha amiguinha, depois veio a visita da invejosa... aquela, a outra que também não me larga... a parva da alergia. Fui buscar o comprimido que me tinha esquecido de tomar e assim esperei resolver o assunto das duas visitas noturnas indesejadas.

 

Mas claro que isto não ia dar coisa boa. Tinha planeado levantar-me cedo para acabar de ver uns testes diagnósticos pois os últimos que vi foi na companhia da minha homónima apresentadora do programa "5 para a meia noite" da RTP 2. E como já eram 5 para a meia noite (onde é que eles já iam!), resolvi ir assentar ideias para cima da minha almofada e dar descanso à pobre caneta laranja que foi a vítima escolhida para avaliar os meninos.

 

Eu disse que tinha planeado quê? Ah, levantar cedo! Mas não disse quando, pois não? É que se não fosse a minha mãe a acordar-me, ainda esta hora estava qual Bela Adormecida a ressonar dormir o sono dos justos que é como quem diz, com a moka do anti-histamínico.

Ainda consegui fazer qualquer coisita antes de me pisgar para a pinguinolândia a voar. A meio do caminho, pimba!, tive de voltar para trás! Boa, por acaso até nem estava nada atrasada...

 

Cheguei à paragem do autocarro e lá fiquei eu a apanhar banhos de sol. Esperei placidamente (quase a roer as unhas) até que veio Sua Majestade, o autocarrinho. Mas mal entrei começo a ouvir um scriiiinch! Eh lá... isto é mau sinal. Bom, resta dizer que três paragens abaixo, o autocarro encostou e tínhamos o "paramédico" à espera do dito cujo e outro autocarro novinho em folha à minha espera. Mais um atraso mas pronto.

 

Cheguei safe and sound à paragem do autocarro seguinte. E como hoje era o dia das secas, lá esperei eu por Sua Majestade e sua comitiva - entenda-se autocarro de fole - que para além de vir atrasada ainda ia ao ritmo de procissão. Só me apeteceu dizer @§@£€§@£€. Bom, não disse mas escrevi agora.

 

Quando, finalmente, cheguei à Pinguinolândia constatei que as cópias que eu tinha deixado para serem feitas tinham desaparecido!!! Andei de sala em sala para ver se tinham ido agarradas com as de alguém. Senti-me uma tonta de quem duvidavam que tivesse realmente lá deixado materail para ser copiado. Depois de muita busca, a pinguin-mor descobriu, por acaso, que estavam juntas com uma papelada dela. Ora fokas para ela! Andei eu feita tonta às voltas sem necessidade nenhuma pois se a dita cuja tivesse visto bem onde mete as coisas para fotocopiar, tinha-me poupado umas voltas à pista de gelo... (lol)

 

Para terminar o dia, adivinhem lá quem veio fazer uma visita? Cá vão umas pistas: é mensal, é do benfica e é chata cumó catano!Argh! {#emotions_dlg.angry}

Reflexão

 

Hoje sinto-me assim a modos que para o decepcionada, desiludida e com uma sensação de vazio.

 

Deparei comigo mesma a reflectir sobre a minha vidinha neste mês de Agosto e a sentir-me perfeitamente estúpida.

Levantar-me às 6.30, apanhar o autocarro – rezando fervorosamente para não o perder – chegar ao colégio super cedo, ir até ao café antes de entrar para fazer tempo (sim, porque há pais que ainda não está na hora de abrir o colégio já eles lá estão e eu detesto abusos), limpar as mesas com desinfectante – o que não me compete, mas enfim! -, começar a receber crianças, aturar fitas de crianças mal-educadas com o maior sorriso do mundo nos lábios quando a vontade real era dar umas palmadas nos rabos dos papás pois os meninos estão assim porque não lhes ensinam regras.

 

Depois vamos brincar para o recreio, segue-se a hora de almoço com as tradicionais fitas de “não gosto da sopa” ou então na variante “a sopa tem pêlos”. Fraldas mudadas, mãos lavadas, xixis feitos e ala pra caminha dormir a sesta.

 

Depois é a minha vez de fazer a minha hora de almoço. Que se pode fazer naquele tédio, numa zona tão mortiça? Continuar a trabalhar!

Lá pego eu nos meus livrinhos e vou tratar das planificações para o próximo ano.

 

Hora do lanche. Falta pouco para eu sair. Pego nas minhas coisas e vou apanhar o meu autocarro rumo a casa. E assim se passou mais um dia de trabalho chato e sem graça nenhuma. É que este ano nem actividades dá para fazermos com as crianças pois as disparidades de idades é muito grande e não me pagam para ser a mulher dos 7 ofícios.

 

É que aqui a parva já vai deixando de ser parva… um bocadinho… Se não sirvo para umas coisas também não sirvo para outras. I’ll tell you someday.